O desafio da construção de uma nova escola chegou, não é mesmo?
O que fazer e como fazer?
Para além das questões de adaptação curricular, flexibilidade dos conteúdos, planejamento apropriado para o momento de crise que exige um novo jeito de ensinar, precisamos estar atentos para duas questões primordiais: o uso de metodologias ativas e o trabalho com as competências socioemocionais.
Por quais motivos as duas questões devem ser contempladas nas políticas de educação na atualidade?
Primeiro, porque, no contexto de ensino on-line, o aluno precisa de um poder de concentração maior, de autonomia, de gestão do seu tempo, de colaboração entre os pares, de estar engajado nas atividades e a dinâmica das metodologias ativas que conduzem o aluno ao protagonismo e ao aprender por meio do fazer.
Depois, porque a pandemia trouxe aspectos muito novos para a dinâmica da educação e lidar com tudo isso de repente tem sido desafiador para todos: gestores, educadores, pais e em especial para os estudantes.
Então, nesse quesito, as competências socioemocionais contribuem significativamente no sentido de conviver com o inesperado da aprendizagem mediada por tecnologias e ferramentas digitais.
São aspectos que ajudam a responder positivamente aos desafios na gestão do relacionamento com os colegas e com os professores de forma colaborativa, com empatia e no enfrentamento das inúmeras demandas do ensino remoto, por vezes, solitário.
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E então? Vamos juntos pensar na forma mais adequada de transformar o espaço do nosso aluno em um ambiente de aprendizagem significativa?
1. Escute os alunos!
Pergunte a eles como estão se sentindo ao vivenciar este momento.
O que os alunos estão achando das aulas on-line?
Certamente a grande maioria dos estudantes tem um conhecimento até melhor do que o do professor de como usar os recursos tecnológicos, de como apontar caminhos e de como podemos ensinar de forma saudável e viável nesse período.
Envolvê-los no processo de aprendizagem, ouvir as suas expectativas e experiências será uma forma de criar novas metodologias engajadoras, divertidas, criativas e que façam sentido para a vida deles.
Filmes, séries, documentários Netflix ou no YouTube, receitas, experimentos, casos de família, histórias da sua comunidade, experiências com os pais, trajetórias de vida, problemas do seu bairro e cidade, Google Maps, propostas de soluções, expectativas de vida, projetos, gravação de vídeos, enfim, aprendizagem significativa, tudo isso é que vai contar neste momento, não é verdade?
Pois é, vamos turbinar as nossas aulas pelas tecnologias digitais que fazem parte do cotidiano dos alunos e que podem nos ensinar muito neste período de pandemia.
2. Ouça os pais e a família!
É importante lembrar que os pais não têm conhecimento apropriado dos conteúdos e do currículo e, necessariamente, disponibilidade para acompanhar sempre todas as atividades: Simplifique!
Forneça o material didático e as estratégias com objetividade e clareza.
Plantão de dúvidas para a família é uma ótima opção!
Pense nos momentos de lazer e não deixe as suas aulas ficarem longas e com exaustão.
Não se esqueça de diminuir o tédio e a solidão das aulas on-line.
Tarefas colaborativas dão prazer e geram resultados surpreendentes!
3. Seja criativo, divertido e envolvente!
Tudo isso é possível com atividade lúdica, como os jogos.
Aposte na gamificação, nas brincadeiras que tanto foram importantes na nossa trajetória da educação infantil.
Investir nas emoções e nas atividades que dão prazer ao aluno é o melhor caminho que a educação pode trilhar agora.
É a opção que mundo afora vem adotando!
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4. Ajuste as expectativas conforme a realidade!
“Menos” pode ser “mais” para muitas famílias e alunos, no sentido do que é significativo aprender agora, e menos aulas “conteudistas” e mais momentos de diálogos e troca de experiências podem gerar maior impacto no itinerário formativo do estudante.
A BNCC já apontava a importância da priorização de um currículo objetivo e que faça sentido para a vida do aluno, agora então é ainda mais visível e essencial.
5. E, por fim, todos importam! Não deixe ninguém para trás!
Resgatar a autoestima, valorizar o saber e o aprendizado de cada um; personalizar o processo de aprendizagem!
Inclusão aos estudantes em condições sociais mais desfavoráveis e o uso de tecnologias acessíveis são fundamentais nas políticas públicas de educação.
Garantia de direitos!
Pensarmos na equidade e na forma como cada um vai reagir aos desafios e como estão as suas emoções, projetos de vida e suas esperanças!
Então, professor, esperamos que nossas recomendações possam contribuir a fim de garantir o mínimo de perdas possíveis!
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